Ultimas pedaladas de K às costas

Chegou o ultimo dia do ano, hoje termina a minha ligação de 4 anos à estrutura da Katusha. Foram 4 anos muito bem passados ao serviço de uma das melhores equipas do mundo e onde encerra o meu ciclo de “ciclista emigrante” que durou 9 anos ao mais alto nível. Desde 2010 passei por bons e maus momentos na minha aventura além fronteiras.
Esta temporada que termina hoje foi particularmente penosa por várias situações que por vezes não dependem apenas de nós próprios! Quem me conhece sabe que sou o máximo profissional possível e não é o mau tempo que me impede de cumprir o meu plano de treino à risca. Este ano, esse meu profissionalismo saiu-me caro pois devido a treinar e competir com condições climatéricas adversas fez com que fosse parar ao hospital com uma pericardite. Após isso quando recomecei a competir nem tempo tive para respirar pois eram estágios, competições que se sucediam e em 3 meses apenas 5 dias em casa junto da família. Como dá para perceber não foi a época que eu tinha imaginado e apenas queria fazer um “reset” de forma a começar a planear 2019 com toda a ambição, garra, alegria que todos reconhecem em mim.
Após decidir juntamente com a família que o meu futuro passaria pelo regresso ao ciclismo nacional tive algumas propostas e a que me convenceu foi a do Sporting-Tavira. Na semana antes do Natal ja estivemos em estagio e a primeira abordagem a equipa foi bastante positiva, honestamente à anos que não estava tão contente em um estagio como naqueles 5 dias no Algarve.

Voltando ao tema do post, hoje fiz o meu ultimo treino com as cores da Katusha-Alpecin e para ultimo dia tinha de ser algo especial! Fiz o chamado “teste de campo” no monte farinha, que para quem não sabe é a Sra da Graça em Mondim de Basto e palco habitual de chegadas da nossa Volta a Portugal.
Quando não ia em sofrimento, pois no treino há alturas que podemos vaguear um pouco nos nossos pensamentos, vinha a mente os bons momentos que fui passando ao longo destes 9 anos de ciclismo internacional e posso dizer que fiz bem mais do que algum dia imaginei. Por isso um conselho aos jovens, por vezes as coisas surgem por natureza não precisamos de planear tudo a risca. Eu so desde 2013 que trabalho com um preparador por exemplo!
2019 esta já aí ao virar da esquina e se DEUS quiser dia 2 ja vou equipado de verde e branco. As cores mudam, mas Eu não e quem me conhece sabe que irei dar o que tenho e o que não tenho para conseguir os objetivos da equipa!

UMAS BOAS ENTRADAS A TODOS 🙂

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